sexta-feira, 31 de outubro de 2025

SIMULADO LÍNGUA PORTUGUESA


SIMULADO  8° e 9° ANOS

Leia o texto abaixo e responda às questões.

 

O xá do bla-blá-blá

Era uma vez, no país de Alefbey, uma triste cidade, a mais triste das cidades, uma cidade tão arrasadoramente triste que tinha esquecido até seu próprio nome. Ficava à margem de um mar sombrio, cheio de peixosos – peixes queixosos e pesarosos, tão horríveis de se comer que faziam as pessoas arrotarem de pura melancolia, mesmo quando o céu estava azul.

Ao norte dessa cidade triste havia poderosas fábricas nas quais a tristeza (assim me disseram) era literalmente fabricada, e depois embalada e enviada para o mundo inteiro, que parecia sempre querer mais. Das chaminés das fábricas de tristeza saía aos borbotões uma fumaça negra, que pairava sobre a cidade como uma má notícia.

RUSHDIE, Salman. Haroun e o Mar de Histórias. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

 

D11    Questão  01 ––––––––––––––––––––––––––◊

O trecho do texto que indica uma consequência é

(A)    “... uma triste cidade, a mais triste das cidades...”.

(B)    “... que tinha esquecido até seu próprio nome...”.

(C)    “saía aos borbotões uma fumaça negra...".

(D)    ”... que pairava sobre a cidade...”.

 

D19    Questão  02 ––––––––––––––––––––––––––◊

No trecho “... uma cidade tão arrasadoramente triste...”, o uso da palavra arrasadoramente sugere

(A)    intensificação da tristeza.

(B)    empobrecimento da cidade.

(C)    descrição de seu modo de ser.

(D)    crítica aos habitantes da cidade.

 

Leia os textos.

                                    TEXTO  I

 


Texto II

Bom-senso no uso da água

Antônio Aguiar

 

[...] Diante da realidade de escassez da água nos grandes centros, nos quais Juiz de Fora se inclui, percebemos a necessidade de incutir nos próprios cidadãos este processo de avaliação e responsabilidade contra os gastos excessivos deste recurso natural não renovável, que precisa ser usado com mais inteligência e menos desperdício. Por isso, propusemos a lei que impede a lavagem de nossas calçadas com água tratada.

No entanto, ressaltamos que o bom-senso precisa estar sempre à frente. Quando a lei propõe a proibição deste comportamento, é porque a água tem sido usada comumente no lugar da vassoura para retirar a poeira dos nossos passeios. Quantos de nós já não nos indignamos com este comportamento em nossas ruas? Quantas vezes a própria imprensa já não realizou flagrantes deste comportamento, que não pode ser mantido diante da nova realidade mundial e que o Brasil já enfrenta, mesmo sendo a nação que possui 12% de toda a água doce superficial do planeta, recurso este que não é maior do que 3% de toda a água do planeta Terra? [...]

Disponível em http://www.tribunademinas.com.br/bom-senso-no-uso-da-agua/.

Acesso em 06/04/2024.

D20    Questão  03 ––––––––––––––––––––––––––◊

Esses dois textos tratam

(A)    da quantidade de água no planeta.

(B)    do percentual de água doce no Brasil.

(C)    da falta de consciência no uso da água.

(D)    da lei que proíbe o uso de água tratada

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.

É preciso se levantar cedo?

A partir do momento em que a lógica popular desenrola diante de nós sua sequência de surpresas, é inevitável que vejamos surgir a figura do grande contador de histórias turco, Nasreddin Hodja. Ele é o mestre nessa matéria. Aos seus olhos a vida é um despropósito coerente, ao qual é fundamental que nós nos acomodemos.

Deste modo, quando era jovem ainda, seu pai um dia lhe disse:– Você devia se levantar cedo, meu filho.

– E por quê, pai? – Porque é um hábito muito bom. Um dia eu me levantei ao amanhecer e encontrei um saco de ouro no meu caminho. – Alguém o tinha perdido na véspera, à noite?

– Não, não – disse o pai. – Ele não estava lá na noite anterior. Senão eu teria percebido ao voltar para casa.

– Então – disse Nasreddin –, o homem que perdeu o ouro tinha se levantando ainda mais cedo. Você está vendo que esse negócio de levantar cedo não é bom para todo mundo.    (CARRIÈRE, Jean-Claude. O círculo dos mentirosos: contos filosóficos do mundo inteiro. São Paulo: Códex, 2004.)

 

D15    Questão  04––––––––––––––––––––––––––◊

O uso do vocábulo “então”, que abre a fala final de Nasreddin, serve para que ele apresente ao seu pai

(A)    a conclusão que tirou da resposta.

(B)    a hora de encerrarem aquela conversa.

(C)    a justificativa para acordar mais tarde.

(D)    a hipótese de que estava com a razão.

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.

 

Nova lei ortográfica chega à escrita braile

 

Todas as mudanças promovidas pelo acordo ortográfico serão adotadas pelo português convertido em braile, sistema criado pelo francês Louis Braille para pessoas com deficiência visual. O acordo influencia o braile, pois, nesse sistema, as palavras são escritas letra a letra, e cada vocábulo tem até seis pontos em relevo. Um cego treinado é capaz de detectar a ausência ou a presença do trema em determinadas palavras, assim como hifens, acentos e pontuações. Com isso, o Ministério da Educação já prevê a adaptação de livros didáticos em braile à nova grafia.

 Língua Portuguesa. nº 41. São Paulo: Segmento, mar. 2009, p. 9.

 

D09    Questão  05––––––––––––––––––––––––––◊

A informação principal desse texto é:

(A)    o sistema braile adotará todas as mudanças ortográficas.

(B)    o sistema braile foi criado pelo francês Louis Braille.

(C)    o MEC está atento ao problema da leitura dos cegos.

(D)    o cego treinado pode detectar a presença do trema.

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.

De quem é a culpa pelo aquecimento global?

 

Camila Camilo

Para os pesquisadores do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Terra está ficando mais quente e as chances da culpa ser do homem são grandes. Mais precisamente de dois terços ou mais, segundo relatório lançado em 2011. Isso porque a emissão excessiva de gases (como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) pelas indústrias intensifica um fenômeno natural, o efeito estufa. Graças a ele o calor dos raios solares é retido na atmosfera terrestre e a temperatura é mantida a níveis que permitem a existência de vida. O problema é quando estes gases ocorrem em excesso e retêm mais calor do que o necessário, causando o que se convencionou chamar de aquecimento global.

Porém, esta não é uma ideia unânime. Há especialistas que acreditam que a temperatura de fato está subindo, mas não é possível precisar se as causas estão na ação humana, ou se esta mudança faz parte de um processo natural vivido pela Terra. A geógrafa Daniela de Souza Onça, por exemplo, defendeu em sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo (USP) que o aquecimento global não existe. Para ela, o clima está em permanente transformação e suas alterações não podem ser atribuídas exclusivamente às variações das concentrações dos gases na atmosfera.  [...] Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/quem-culpa-pelo-aquecimento-global-682906.shtml.> Acesso em: 18 abr. 2023.

 

D21    Questão  06––––––––––––––––––––––––––◊

As opiniões dos pesquisadores do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e da geógrafa Daniela de Souza Onça sobre o aquecimento global são

(A)    contrárias.          (B) excludentes.  

(C) semelhantes.       (D) complementares.

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.

Quanto exagero!

Walcyr Carrasco

[...]

Acho normal que meninas queiram imitar as mães.

Já vi garotinhas se equilibrando em cima de sapatos de salto, com o rosto borrado de batom, após atacar o armário e a penteadeira materna. Meninos também gostam de se vestir como os pais. Eu mesmo, quando criança, me senti orgulhosíssimo quando ganhei meu primeiro terninho com gravata. Um adulto! [...]

Já soube de pais revoltados com escolas por terem adotado livros com um mínimo de ousadia. ONGs tratam de defender as crianças da exposição a temas violentos ou eróticos nos meios de comunicação. Mas não conheço nenhuma que critique a moda infantil. Mais que isso: os pais parecem gostar dela.

E os valores do universo adulto se refletem no jeito de vestir dos filhos.  [...]

Assisto admirado à crescente “adultização” da moda infantil. E, em consequência, sua sensualização.

[...] Podem me chamar de antiquado, mas o que há na cabeça das mães que vestem suas meninas assim?

Em geral, quando se toca no tema, a resposta é genérica. — É culpa da moda! — disse uma amiga.

Como se a moda fosse uma entidade à parte, à qual devêssemos obediência absoluta. Mas a moda somos nós. Ninguém produziria essas peças se não houvesse quem as comprasse.

Ainda acredito que cada fase da vida deve ser vivida em seu esplendor. A infância é um momento de formação. De descoberta e construção de valores para a vida. Sei que os pais agem de maneira inocente. A não ser em casos muito raros, não há intenção malévola. Mas o que esperar dessas crianças que desde cedo são levadas a exercer a sensualidade? E a que riscos estão expostas?

Às vezes, acho que deveria haver uma escola para pais.   William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães – 9 ed. reform. p. 63 – São Paulo: Saraiva, 2015. [Adaptado]

 

D07    Questão  07––––––––––––––––––––––––––◊

Qual trecho apresenta a tese defendida pelo autor do texto?

(A)    “Acho normal que meninas queiram imitar as mães.”

(B)    “Meninos também gostam de se vestir como os pais.”

(C)    “(...) os valores do universo adulto se refletem no jeito de vestir dos filhos.”

(D)    “Já soube de pais revoltados com escolas por terem adotado livros com um mínimo de ousadia.”

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.

Vampiro Enganado

Ingredientes

1 copo de suco de uva;

1 cenoura raspada e cortada em pedaços;

1 tomate maduro;

1 laranja descascada e cortada em pedaços, sem semente.

 

Modo de Fazer

1 – Coloque no liquidificador a laranja e a cenoura e triture bem.

2 – Acrescente o tomate e o suco de uva.

3 – Junte dois ou três cubos de gelo e uma colher de sopa de açúcar.

4 – Desligue o aparelho e passe a bebida por um coador para retirar as fibras que tenham ficado.

Sirva em copos altos.  ZIRALDO. O livro de receitas do Menino Maluquinho. São Paulo: Melhoramentos, 2000.

 

D04    Questão  08 ––––––––––––––––––––––––––◊

Os algarismos 1, 2, 3 e 4 do “Modo de Fazer” indicam a

(A)    ordem das velocidades do liquidificador.

(B)    ordem das tarefas a serem executadas.

(C)    quantidade de produtos utilizados.

(D)    quantidade de vezes que se liga o aparelho.

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.



Disponível em:<http://portal.saude.gov.br/saude/campanha/cartaz4.jpg>. Acesso em: 3 jun. 2025

D17    Questão  09 ––––––––––––––––––––––––––◊

Nesse texto, a utilização dos dois-pontos serve para

(A)    apresentar uma citação.

(B)    indicar uma fala.

(C)    introduzir um enunciado.

(D)    introduzir um esclarecimento.

 

Leia os textos abaixo e responda à questão.

Texto 1

A ascensão do treinamento

Ao longo de décadas, a receita mais usada para ganhar competitividade frente à concorrência foi investir no aprimoramento e na qualidade de produtos e de serviços. Hoje, na visão dos empresários, o conhecimento e a qualificação da equipe passaram a ser tanto ou mais importante que os patrimônios materiais. Por isso, investir na prata da casa é ordem para sair na frente. E não se trata de benevolência. É questão de sobrevivência. [...]

Para compensar as deficiências do mercado de trabalho, 76% dos empresários investem em programas de treinamento interno, e 60% subsidiam cursos externos para os seus funcionários.

Há também os que desenvolvem programas de formação em consórcio com outras companhias e apostam em parcerias com instituições de ensino nas quais captam talentos.

FREIRE, Priscila. In: Trabalho & Formação Profissional. Correio Braziliense, 18 jul. 2010, p. 1.

 

Texto2

Inteligência emocional no trabalho

Quando observamos aqueles profissionais que se destacam no ambiente de trabalho, que são promovidos ou que são convidados para participar das melhores oportunidades, percebemos que não é somente a sua qualificação técnica que os diferencia dos demais.

Então, além de investir em sua qualificação acadêmica, o que é importante para ajudar no seu desenvolvimento profissional? Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) analisou o desempenho de mais de 100 profissionais em diferentes estágios da carreira e concluiu que tão importante quanto ter uma boa formação acadêmica e uma capacidade de análise e de resolução de problemas é a competência interpessoal, já que os profissionais com essas características têm maior chance de serem avaliados por seus superiores como muito bons ou excelentes.

 

QUIRINO, José. In: Trabalho & Formação Profissional. Correio Braziliense, 18 jul. 2010, p. 2.

 

D20    Questão  10 ––––––––––––––––––––––––––◊

Esses dois textos, em relação ao assunto do mercado de trabalho, são

(A) apelativos.          (B) complementares.

(C) divergentes.        (D) genéricos.

 

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.

 


D05    Questão  11 ––––––––––––––––––––––––––◊

No último quadrinho, a expressão do gato sugere

(A)    cansaço.  (B) desprezo.  (C) esperteza.  (D) reflexão.

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.

A onça

Dos moradores do sítio de Dona Benta, o mais andejo era o Marquês de Rabicó. Conhecia todas as florestas, inclusive o capoeirão dos taquaruçus, mato muito cerrado onde Dona Benta não deixava que os meninos fossem passear. Certo dia em que Rabicó se aventurou nesse mato em procura das orelhas-de-pau que crescem nos troncos podres, parece que as coisas não lhe correram muito bem, pois voltou na volata.

– Que aconteceu? – perguntou Pedrinho, ao vê-lo chegar todo arrepiado e com os olhos cheios de susto. – Está com cara de marquês que viu onça...

– Não vi, mas quase vi! – respondeu Rabicó, tomando fôlego. – Ouvi um miado esquisito e dei com uns rastos mais esquisitos ainda. Não conheço onça, que dizem ser um gatão assim do tamanho dum bezerro. Ora, o miado que ouvi era de gato, mas mais forte, e os rastos também eram de gato, mas muito maiores. Logo, era onça.

 

Lobato , Monteiro. As caçadas de Pedrinho. S. Paulo: Brasiliense, 1977. 27 ed.

 

D02    Questão  12 ––––––––––––––––––––––––––◊

Em “Não conheço onça, que dizem ser um gatão assim do tamanho dum bezerro.”, a palavra destacada se refere a

(A)    gatão.

(B)    onça.

(C)    Pedrinho.

(D)    Rabicó.

 

Leia o texto abaixo e responda às questões.

De onde vieram os tomates?

A história do tomate é cheia de rumores, boatos e especulações, mas uma coisa é certa: essa fruta vermelha favorita de muita gente (sim, o tomate é uma fruta) não tem sua origem na Itália. Apesar do fato de ser um ingrediente essencial para massas, pizzas e saladas, o tomate é originário do México e da América Central.

O tomate em sua forma original, no entanto, não tinha nada a ver com esse globo vermelho que nós conhecemos e adoramos hoje em dia. Tratava-se de uma pequena fruta perfumada (imagine algo como o tomate cereja) que os grupos nativos americanos combinavam com “ahi”, um tipo de pimenta para fazer um molho bem temperado. Embora os nativos americanos o tenham consumido por séculos, os tomates rapidamente ganharam uma má reputação nas Américas. Os colonizadores acreditavam que o tomate era venenoso e nenhum ascendente europeu se atreveu a comer a fruta até o início do século 19 – com medo de morrer.

Na verdade, credita-se à Fundação Americana Padre Thomas Jefferson o início do cultivo de tomate para consumo nos Estados Unidos. Os registros de Jefferson contam que ele plantava a fruta todos os anos em seu “Garden Kalendar” que manteve de 1809 a 1824.

Talvez essa seja a primeira referência escrita do cultivo de tomate pelos colonizadores do Novo Mundo e que foi publicada nas “Notas sobre o Estado da Virgínia”, em 1787. Seus registros meticulosos indicavam que ele frequentemente vendia seus tomates em mercados de Washington, além de apresentar diferentes usos para o mesmo em sua coleção pessoal de receitas.   Disponível em:<http://lazer.hsw.uol.com.br/origem-tomates.htm>.  Acesso em: 13 jan. 2011. Fragmento.

 

D17   Questão  13 ––––––––––––––––––––––––––◊

No trecho “(sim, o tomate é uma fruta)”, os parênteses indicam

(A)    especificação de um fato.

(B)    conceito de um especialista.

(C)    observação irônica.

(D)    comentário do autor.

 

D01    Questão  14 ––––––––––––––––––––––––––◊

O que motivou os europeus a deixarem de considerar o tomate venenoso?
(A)
A influência de Thomas Jefferson e seus registros de cultivo.
(B) A descoberta de novas espécies de tomates coloridos.
(C) O uso do tomate em medicamentos.
(D) O comércio intenso com a Itália.

 

D04    Questão  15 ––––––––––––––––––––––––––◊

Assinale o trecho que apresenta uma opinião do autor:
(A) “O tomate é originário do México e da América Central.”
(B) “
Trata-se de uma pequena fruta perfumada.”
(C) “Os colonizadores acreditavam que o tomate era venenoso.”
(D) “Jefferson plantava a fruta todos os anos em seu ‘Garden Kalendar’.”

 

D07    Questão  16 ––––––––––––––––––––––––––◊

No trecho “boatos e especulações, a palavra especulações significa:
(A
) ideias sem comprovação.
(B) teorias científicas.
(C) relatos históricos.
(D) dúvidas matemáticas.

 

Leia o texto abaixo e responda às questões.

 

Consumo, logo existo

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que, na infância vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. “Quem trouxe a fome foi a geladeira”, disse.

O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc.

A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade.

Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.

É próprio do humano – e nisso também nos diferenciamos dos animais – manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico. A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais. Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.

Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos “Manuscritos econômicos e filosóficos” (1844), ele constata que “o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós.” O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social. Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.

 

BETO, Frei. Disponível em:  <http://www.jurisciencia.com/artigos/frei-betto-consumo-logo-existo/206/>. Acesso em: 1 mar. 2011.

 

D02    Questão  17 ––––––––––––––––––––––––––◊

Nesse texto, a respeito do consumismo, Carlinhos Brown e Marx apresentam pontos de vista

(A)    complementares.

(B)    conflitantes.

(C)    diferentes.

(D)    incoerentes.

 

D06    Questão  18 ––––––––––––––––––––––––––◊

O tema central do texto é:
A) A importância da alimentação saudável na infância.
B) O impacto do consumo exagerado na vida humana e na sociedade.
C) A necessidade de preservar as tradições culinárias brasileiras.
D) O papel da geladeira como símbolo de progresso e conforto

 

D03    Questão  19 ––––––––––––––––––––––––––◊

Ao afirmar “Quem trouxe a fome foi a geladeira”, Carlinhos Brown quer dizer que:
(A) A geladeira estragou a comida das famílias pobres.
(B) O eletrodoméstico fez as pessoas valorizarem alimentos artificiais.
(C) O consumo passou a ser guiado pelo desejo e não pela necessidade.
(D) As pessoas deixaram de cozinhar com criatividade
.

 

D09    Questão  20 ––––––––––––––––––––––––––◊

Segundo o texto, o capitalismo faz com que as pessoas:
A) Tenham acesso igualitário aos bens de consumo.
B) Sejam valorizadas mais pelo que possuem do que pelo que são.
C) Se libertem das necessidades materiais.
D) Desprezem completamente os bens simbólicos
.

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.

 


 

D16    Questão  21––––––––––––––––––––––––––◊

Esse texto é engraçado, porque

(A)    a menina grita com o menino.

(B)    a reação das meninas comprova a tese do menino.

(C)    o menino grita perto do ouvido da menina.

(D)    o modo de agir da menina revela seu caráter.

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.



 

D09    Questão  22 ––––––––––––––––––––––––––◊

No trecho “Por isso, reserve um pouco do seu sábado para combater os criadouros.”, a expressão “por isso” estabelece uma relação de

(A)    concessão.

(B)    conclusão.

(C)    causalidade.

(D)    conformidade.

 

Leia o texto abaixo e responda à questão.

 

A geração “Eu”

O iPod pode formar crianças sem interesse pelo mundo

 

Os tocadores de música digital vêm causando danos aos usuários – e não se fala aqui de problemas auditivos. Os jovens andam tão entretidos com suas músicas que deixam de interagir com os demais. É comum ver adolescentes fazendo os deveres, no supermercado com os pais e mesmo entre amigos, com os fones nos ouvidos. [...]

A psicóloga americana Jean Twenge deu até um nome para os jovens entre 18 e 36 anos, mais individualistas que as gerações anteriores: a Generation Me (Geração Eu), título de seu livro. Para os mais novos, nascidos entre 1991 e 1999, influenciados pelas inovações tecnológicas, ela propõe outra denominação: a iGeneration.

Pode-se fazer algo? Sim. Os pais devem incentivar as atividades coletivas e limitar o tempo passado com fones de ouvido – duas horas de egoísmo é um bom limite.

 

Revista da Semana. 14 jan. 2008, p. 21. Fragmento.

 

D07    Questão  23 ––––––––––––––––––––––––––◊

O texto defende a ideia de que

(A)    as pessoas jovens têm sérios problemas auditivos.

(B)    os iPods contribuem para a alienação dos jovens.

(C)    os adolescentes são bastante individualistas.

(D)    os jovens de hoje andam com fones de ouvido.

 

D04    Questão  24 ––––––––––––––––––––––––––◊

Assinale a alternativa que apresenta uma opinião expressa no texto:
A) “Os tocadores de música digital vêm causando danos aos usuários.”
B) “Os jovens andam tão entretidos com suas músicas que deixam de interagir com os demais.”
C) “A psicóloga americana Jean Twenge deu até um nome para os jovens entre 18 e 36 anos.”
D) “O livro de Jean Twenge chama-se Generation Me.”

 

D09    Questão  25 ––––––––––––––––––––––––––◊

Segundo o texto, o uso exagerado dos tocadores de música faz com que os jovens:
A) Fiquem mais atentos às conversas com os pais.
B) Desenvolvam maior interesse pelo mundo ao redor.
C) Deixem de interagir com as pessoas ao seu redor.
D) Aprendam a dividir melhor seu tempo
.

 

D10    Questão  26 ––––––––––––––––––––––––––◊

O pronome “ela”, no trecho “influenciados pelas inovações tecnológicas, ela propõe outra denominação”, refere-se a:
A) A geração entre 18 e 36 anos.
B
) A psicóloga americana Jean Twenge.
C) A revista da semana.
D) A iGeneration.

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